Bloco avisou e concretizou: “défice anuncia a morte da campanha da direita”

Bloco avisou e concretizou: “défice anuncia a morte da campanha da direita”


A líder bloquista viajou ao lado de Joana Mortágua  no metro do Sul do Tejo em Cacilhas.


"Hoje é o dia em que a campanha eleitoral da direita morreu". A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins,  deu esta tarde, durante uma acção de campanha no metro Sul do Tejo em Almada, por terminada a campanha da coligação PSD/CDS, depois de terem sido confirmados os números do défice, que atingiu os 7,2%, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas.

Passos desdramatizou a situação dizendo que "era apenas um dado estatístico", mas Catarina, que na passada terça-feira afirmou que o quarto dia oficial de campanha "seria dia do governo prestar contas ao país", reiterou que "o défice está igual a 2011, com um país mais pobre e cada vez mais endividado, criticou.

Em tempos o escritor Mark Twain escreveu que "as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas" e o líder da coligação talvez concorde, mas a coordenadora bloquista não: "a conta está à vista e há duas mentiras que foram desmontadas, a primeira é que a austeridade daria resultados nas contas públicas, a outra é de que a resolução do BES não custaria um tostão aos contribuintes", afirmou ao lado da cabeça-de-lista por Setúbal, Joana Mortágua. As duas viajaram de Cacilhas a Corroios para criticar os problemas do funcionamento dos transportes públicos, que estão entregues a empresas privadas, na margem Sul. 

A outra irmã Mortágua, marcou uma conferência de imprensa para falar dos valores do défice. "Défice descontrolado, dívida descontrolada,  mais um Novo Banco que leva o défice de 2014 ao mesmo valor de 2011 são três provas redondas do falhanço deste governo", rematou Mariana, cabeça-de-lista por Lisboa.

As três vão reunir-se esta noite na Festa do Intendente para um comício de final de dia de campanha.