O caso Sócrates: um bom exemplo


O denominado caso Sócrates constitui um bom exemplo do que se passa nos vários quadrantes da nossa sociedade; aliás, dificilmente poderemos encontrar um caso tão paradigmático. O primeiro exemplo é o da pobreza humana: depois de amado e, em especial, temido por muitos, alguns dos que agora desfilam pelos órgãos de comunicação social – incluindo…


O denominado caso Sócrates constitui um bom exemplo do que se passa nos vários quadrantes da nossa sociedade; aliás, dificilmente poderemos encontrar um caso tão paradigmático.
O primeiro exemplo é o da pobreza humana: depois de amado e, em especial, temido por muitos, alguns dos que agora desfilam pelos órgãos de comunicação social – incluindo jornalistas – para o atacar são os mesmos que foram seus cúmplices quando Sócrates desferia graves ataques à liberdade de imprensa.
O segundo é o de uma comunicação social sem limites: o facto de Sócrates ser arguido, e mesmo que seja culpado e condenado, não permite – ou não deveria permitir – que veja a sua imagem e a dos seus convidados agredida, como se cada pessoa que o visitasse fosse obrigada a ser filmada e interrogada por um qualquer jornalista que, na ânsia de ter uma notícia, atropela tudo e todos. 
O terceiro exemplo é o de uma magistratura anacrónica: constantes e cirúrgicas violações do segredo de justiça, magistrados que, ao abrigo de uma doentia vaidade, não se inibem de opinar e comentar, em estilo politiqueiro, o processo em causa.
Por fim, este caso é também um bom exemplo de um político que exibe o seu ego de forma ilimitada e despudorada: Sócrates, com um estilo próximo de Chávez, embora mais cosmopolita, chega ao ponto de afirmar que está “ao lado do PS, ao lado de António Costa, pela vitória eleitoral”. Confirma-se, assim, que a relação entre Sócrates e António Costa é, como sempre foi, de profunda inimizade silenciosa, o que justifica este “abraço de urso”.

Professor da Faculdade de Direito 
da Universidade de Lisboa. 
Jurisconsulto
Escreve quinzenalmente 
à quarta-feira

O caso Sócrates: um bom exemplo


O denominado caso Sócrates constitui um bom exemplo do que se passa nos vários quadrantes da nossa sociedade; aliás, dificilmente poderemos encontrar um caso tão paradigmático. O primeiro exemplo é o da pobreza humana: depois de amado e, em especial, temido por muitos, alguns dos que agora desfilam pelos órgãos de comunicação social – incluindo…


O denominado caso Sócrates constitui um bom exemplo do que se passa nos vários quadrantes da nossa sociedade; aliás, dificilmente poderemos encontrar um caso tão paradigmático.
O primeiro exemplo é o da pobreza humana: depois de amado e, em especial, temido por muitos, alguns dos que agora desfilam pelos órgãos de comunicação social – incluindo jornalistas – para o atacar são os mesmos que foram seus cúmplices quando Sócrates desferia graves ataques à liberdade de imprensa.
O segundo é o de uma comunicação social sem limites: o facto de Sócrates ser arguido, e mesmo que seja culpado e condenado, não permite – ou não deveria permitir – que veja a sua imagem e a dos seus convidados agredida, como se cada pessoa que o visitasse fosse obrigada a ser filmada e interrogada por um qualquer jornalista que, na ânsia de ter uma notícia, atropela tudo e todos. 
O terceiro exemplo é o de uma magistratura anacrónica: constantes e cirúrgicas violações do segredo de justiça, magistrados que, ao abrigo de uma doentia vaidade, não se inibem de opinar e comentar, em estilo politiqueiro, o processo em causa.
Por fim, este caso é também um bom exemplo de um político que exibe o seu ego de forma ilimitada e despudorada: Sócrates, com um estilo próximo de Chávez, embora mais cosmopolita, chega ao ponto de afirmar que está “ao lado do PS, ao lado de António Costa, pela vitória eleitoral”. Confirma-se, assim, que a relação entre Sócrates e António Costa é, como sempre foi, de profunda inimizade silenciosa, o que justifica este “abraço de urso”.

Professor da Faculdade de Direito 
da Universidade de Lisboa. 
Jurisconsulto
Escreve quinzenalmente 
à quarta-feira