Epifenómeno


O PDR corre o sério risco de ser mais um pequeno partido de extremistas que criticam os políticos pelo simples facto de não terem acedido ao poder.


Numa democracia com alguns sinais de crise, como é a nossa, é normal que os partidos contra o sistema político possam transitoriamente apaixonar o eleitorado.

Em Portugal, de facto, essa situação tem gerado apenas epifenómenos e alguns correm o risco de nem sequer merecer essa qualificação.

É o caso do recente partido PDR, que apesar de novo, tem-nos dados piores sinais do que alguns do dito arco da governação.

Na verdade, se olharmos para o que se tem passado nesta recente associação já poderemos ficar com uma ideia do que será a realidade se o PDR algum dia tiver o mais diminuto poder.

Destituído de qualquer linha ideológica, o seu líder assenta o debate político no insulto e no impropério – de preferência com base em falsidades, bem ao estilo dos ditadores da América do Sul – apoiado por alguma comunicação social que, não esquecendo que é um dos seus, lhe dá um palco pouco condizente com o conteúdo do seu discurso.

De facto, Marinho Pinto tem exibido um vazio de ideias constrangedor e um apego ao simpático ordenado de Deputado Europeu que não há memória, mesmo tendo sido eleito por um partido e criado outro; se estivesse em causa um outro político, o que Marinho e Pinto já não teria dito e a comunicação social escrito?

Creio, no entanto, que o eleitorado já percebeu, e bem: Marinho e Pinto nada tem para nos oferecer enquanto político, que os maus exemplos de outros, já não nos tenham dado.

E, por isso mesmo, o PDR corre o sério risco de ser mais um pequeno partido de extremistas que criticam os políticos pelo simples facto de não terem acedido ao poder.

Professor da Faculdade de Direito de Lisboa
Escreve quinzenalmente à quarta-feira

Epifenómeno


O PDR corre o sério risco de ser mais um pequeno partido de extremistas que criticam os políticos pelo simples facto de não terem acedido ao poder.


Numa democracia com alguns sinais de crise, como é a nossa, é normal que os partidos contra o sistema político possam transitoriamente apaixonar o eleitorado.

Em Portugal, de facto, essa situação tem gerado apenas epifenómenos e alguns correm o risco de nem sequer merecer essa qualificação.

É o caso do recente partido PDR, que apesar de novo, tem-nos dados piores sinais do que alguns do dito arco da governação.

Na verdade, se olharmos para o que se tem passado nesta recente associação já poderemos ficar com uma ideia do que será a realidade se o PDR algum dia tiver o mais diminuto poder.

Destituído de qualquer linha ideológica, o seu líder assenta o debate político no insulto e no impropério – de preferência com base em falsidades, bem ao estilo dos ditadores da América do Sul – apoiado por alguma comunicação social que, não esquecendo que é um dos seus, lhe dá um palco pouco condizente com o conteúdo do seu discurso.

De facto, Marinho Pinto tem exibido um vazio de ideias constrangedor e um apego ao simpático ordenado de Deputado Europeu que não há memória, mesmo tendo sido eleito por um partido e criado outro; se estivesse em causa um outro político, o que Marinho e Pinto já não teria dito e a comunicação social escrito?

Creio, no entanto, que o eleitorado já percebeu, e bem: Marinho e Pinto nada tem para nos oferecer enquanto político, que os maus exemplos de outros, já não nos tenham dado.

E, por isso mesmo, o PDR corre o sério risco de ser mais um pequeno partido de extremistas que criticam os políticos pelo simples facto de não terem acedido ao poder.

Professor da Faculdade de Direito de Lisboa
Escreve quinzenalmente à quarta-feira