Demagogos


A democracia é seguramente a melhor forma de governo, mas tem riscos que nenhum responsável pode ignorar. Um dos grandes riscos deste sistema são os demagogos que vão pululando um pouco por todo o lado. O Syriza é um bom exemplo disso mesmo: foi vendendo o “céu na Grécia” durante a campanha eleitoral e o…


A democracia é seguramente a melhor forma de governo, mas tem riscos que nenhum responsável pode ignorar.

Um dos grandes riscos deste sistema são os demagogos que vão pululando um pouco por todo o lado.

O Syriza é um bom exemplo disso mesmo: foi vendendo o “céu na Grécia” durante a campanha eleitoral e o seu actual reinado.

Ora, acontece que ignorou, tal como o seu eleitorado, que há ideias que têm um pequeno pressuposto: a independência financeira.

Estando a Grécia em colapso financeiro, a dependência dos credores impede a existência de uma soberania plena; impede, portanto, que se governe como se quer quando não há dinheiro para assegurar os níveis mínimos de dignidade do povo.

Não quer isto dizer que a Europa não tenha errado, e muito; quer é apenas dizer que também a razão depende das finanças.

Ao vender ideias que careciam da aprovação de terceiros e ao entrar em “guerra” aberta com os financiadores sem ter qualquer alternativa de apoio, o governo grego escolheu a espada. O problema é que está a arrastar o seu povo para esse desfecho de resultados imprevisíveis.

Este é um bom exemplo da demagogia de um governo e dos perigos dos ilusionistas políticos que, escolhendo ideias para agradar ao povo, não hesitam em o colocar de joelhos, privado dos mais elementares direitos.

Por cá, também vamos tendo uns demagogos de serviço mas, pelo menos até ver, sem os riscos de nos governarem.
Também neste ponto a Grécia é um aviso para todos nós.

Professor da Faculdade de Direito de Lisboa
Escreve à quarta-feira

Demagogos


A democracia é seguramente a melhor forma de governo, mas tem riscos que nenhum responsável pode ignorar. Um dos grandes riscos deste sistema são os demagogos que vão pululando um pouco por todo o lado. O Syriza é um bom exemplo disso mesmo: foi vendendo o “céu na Grécia” durante a campanha eleitoral e o…


A democracia é seguramente a melhor forma de governo, mas tem riscos que nenhum responsável pode ignorar.

Um dos grandes riscos deste sistema são os demagogos que vão pululando um pouco por todo o lado.

O Syriza é um bom exemplo disso mesmo: foi vendendo o “céu na Grécia” durante a campanha eleitoral e o seu actual reinado.

Ora, acontece que ignorou, tal como o seu eleitorado, que há ideias que têm um pequeno pressuposto: a independência financeira.

Estando a Grécia em colapso financeiro, a dependência dos credores impede a existência de uma soberania plena; impede, portanto, que se governe como se quer quando não há dinheiro para assegurar os níveis mínimos de dignidade do povo.

Não quer isto dizer que a Europa não tenha errado, e muito; quer é apenas dizer que também a razão depende das finanças.

Ao vender ideias que careciam da aprovação de terceiros e ao entrar em “guerra” aberta com os financiadores sem ter qualquer alternativa de apoio, o governo grego escolheu a espada. O problema é que está a arrastar o seu povo para esse desfecho de resultados imprevisíveis.

Este é um bom exemplo da demagogia de um governo e dos perigos dos ilusionistas políticos que, escolhendo ideias para agradar ao povo, não hesitam em o colocar de joelhos, privado dos mais elementares direitos.

Por cá, também vamos tendo uns demagogos de serviço mas, pelo menos até ver, sem os riscos de nos governarem.
Também neste ponto a Grécia é um aviso para todos nós.

Professor da Faculdade de Direito de Lisboa
Escreve à quarta-feira