Conservadorismo


O futebol português não gosta de grandes invenções. 


Nuno André Ferreira/Lusa

Quando surgiu a Taça da Liga houve algum entusiasmo mas não durou muito. Sete anos depois, são mais os que lhe querem fazer a cama do que continuar a dar uma oportunidade de se tornar numa coisa séria a que se dê realmente importância. 

O formato dos quadros competitivos segue pelo mesmo caminho. As ideias, umas mais visionárias do que outras, existem mas há sempre algo que dificulta. Há quem sonhe com campeonatos de doze ou dez equipas a quatro voltas, mas surgem logo os que lembram que destruiria os clubes de segunda linha. 

Outra inovação que surge quase sempre na mente no final da época passa pelos playoffs. E pelos mais variados motivos: seja porque a NBA está nessa fase ou não, é impossível não dar valor à possibilidade de tudo poder ficar decidido nos últimos 90 minutos da época. 

Sim, o campeonato é uma maratona, uma prova de longevidade e quem ganha quer sempre manter as coisas como estão, mas haver um V. Setúbal-Arouca na próxima jornada ou, mais ainda, um Tondela-Desp. Chaves na II Liga com a subida completamente em aberto, faz com que seja impossível não pensar no capital de interesse que um mês de Maio teria com tantas decisões. Mais não seja porque ajudaria a evitar jogos chatos para “cumprir calendário” que não interessam a ninguém.