Direito de resposta


Ao abrigo do Artigo 24. da Lei da Imprensa o compositor e intérprete Fernando Travassos Tordo exerce através desta carta o direito de resposta sobre a notícia do Jornal I “Empresa de Fernando Tordo recebeu mais de 200 mil euros por ajuste directo”:   1. A notícia refere que o compositor e intérprete Fernando Tordo…


Ao abrigo do Artigo 24. da Lei da Imprensa o compositor e intérprete Fernando Travassos Tordo exerce através desta carta o direito de resposta sobre a notícia do Jornal I “Empresa de Fernando Tordo recebeu mais de 200 mil euros por ajuste directo”:
 
1. A notícia refere que o compositor e intérprete Fernando Tordo recebeu desde o princípio de 2008 (há 6 anos) “ mais de 200.000 Euros por ajuste directo”. Sendo esta informação verdadeira, peca gravemente pelo seu sensacionalismo: na Digressão Nacional que o compositor e intérprete Fernando Tordo realizou durante os anos de 2008, 2009 e 2010 com a Stardust Orchestra, deu emprego a 26 músicos, uma equipa de produção e montagem de espectáculos, não tendo obviamente lucrado a título individual 200.00€;
 
2. Os espectáculos tinham o custo médio de 20.000€ cada, sendo que o compositor e intérprete Fernando Tordo recebia cerca de 10% deste valor por cada espectáculo. Fazendo as contas, o compositor e intérprete Fernando Tordo lucrou com os espectáculos referidos (os tais que foram contratados por ajuste directo) cerca de 20.000€ em três anos;
 
3. O músico e compositor Fernando Tordo não aceitaria que os 26 artistas que o acompanhavam em palco pudessem auferir salários de miséria porque batalhou uma vida toda para que a Cultura não fosse paga parcamente;
 
4. A notícia do Jornal I tenta dar relevo à parte mais sensacionalista da carta que o escritor João Tordo escreve ao pai. Não foi intenção de nenhum dos intervenientes pedir a misericórdia dos Portugueses. O compositor e intérprete Fernando Tordo não passa dificuldades económicas nem nunca tencionou que isso ficasse implícito.
 
5. Ainda sobre a referida reforma de pouco mais 200€ do compositor e intérprete Fernando Tordo, é importante esclarecer que a vida profissional de um música é atípica: não tendo nem trabalho nem remuneração fixos, um músico para fazer descontos para a Segurança Social em Portugal tem de efectuar esses descontos sobre rendimentos mensais que muitas vezes nem tem. É assim que o Estado destrata as profissões liberais;
 
6. O compositor e intérprete Fernando Tordo não só paga IRS. Paga IRC sobre os lucros da sua empresa, paga IVA sobre os bilhetes dos seus espectáculos e desconta para a Segurança Social, tendo assim uma carga de impostos elevadíssima, como tantos outros empresários em Portugal que ajudam a sustentar este país;
 
7. Visto que está em plena actividade criativa, o compositor e intérprete Fernando Tordo não quer nem pode viver num meio em que a produção criativa estagnou, muito por culpa dos agentes públicos que desprezam as Artes. Trata-se, sobretudo, de uma questão de sobrevivência intelectual;
 
8. Quando o Jornal I publica esta manchete, deixa subentender que seria criminoso o trabalho dos artistas portugueses ser bem pago. E em relação a este tipo de atitude que o compositor e intérprete Fernando Tordo toma a decisão de emigrar para um país em que a Cultura é vista como um bem essencial;
 
9. O compositor e intérprete Fernando Tordo aproveita esta oportunidade para relembrar que o brio do Jornal I nunca lhe permitiria publicar uma notícia sobre os elevadíssimos salários que os artistas estrangeiros auferem em Portugal;
 
10. O músico e compositor Fernando Tordo incentiva todos os leitores desta notícia a visitar o portal online da BASE GOV e a pesquisar todos os contratos feitos em ajuste directo com ele e com todos os outros artistas portugueses.
 
Stardust Produções
Fernando Travassos Tordo