Ranking 2013. Só uma em cada dez escolas públicas tem nota positiva


Resultados mais baixos que nos anos anteriores, cada vez menos escolas da rede pública entre as mais bem classificadas e domínio dos alunos do privado no topo da tabela é o que nos mostra o ranking das escolas 2013. A distância que separa o ensino público do privado é esmagadora em todos os ciclos de…


Resultados mais baixos que nos anos anteriores, cada vez menos escolas da rede pública entre as mais bem classificadas e domínio dos alunos do privado no topo da tabela é o que nos mostra o ranking das escolas 2013. A distância que separa o ensino público do privado é esmagadora em todos os ciclos de ensino. A larga maioria dos estabelecimentos do ensino público básico e secundário que fez 100 ou mais exames nacionais não conseguiu obter resultados positivos. Tendo em conta uma média dos resultados das escolas públicas nos três ciclos, só uma em cada dez apresentou médias positivas no ano lectivo passado (10,8%).

No 1.o ciclo, entre os 493 estabelecimentos de ensino público com pelo menos 100 provas finais de Português e Matemática, 80,12% tiveram negativas e só 98 escolas (19,88%) obtiveram médias positivas. Os resultados pioram no 2.o e no 3.o ciclos. Das 1063 escolas básicas da rede pública com 100 ou mais exames nacionais, 1018 (95,76%) tiveram médias negativas e só 45 (4,24%) obtiveram positiva. As classificações não são muito melhores entre as secundárias: 91,59% das 446 públicas tiveram médias abaixo dos 9,5 valores e só 41 (8,41%) estabelecimentos públicos alcançaram classificações positivas.

No ensino privado a tendência é oposta, embora o universo de escolas seja muito mais reduzido. Dos 65 estabelecimentos que fizeram pelo menos 100 provas do 1.o ciclo, 62 atingiram médias positivas (95,4%). Nos 2.o e 3.o ciclos os resultados são mais baixos. Ainda assim, 55,69% dos estabelecimentos particulares ou cooperativos têm médias positivas nas provas finais de Português e Matemática.

Melhor do país É neste desequilíbrio entre público e privado que a Academia de Música de Santa Cecília lidera este ano as melhores secundárias do país. O colégio de Lisboa obteve a média mais alta dos exames nacionais, conseguindo figurar também no top 7 do 1.o ciclo.

Nos 2.o e 3.o ciclos é o Colégio de Nossa Senhora do Rosário a encabeçar a lista das escolas públicas e privadas com classificações mais elevadas. O estabelecimento de ensino do Porto manteve a média do ano passado, mas ainda assim conseguiu subir da 12.a posição para o 1.o lugar do ranking 2013 que o i construiu com base nos dados fornecidos pelo Ministério da Educação e Ciência.

Nas escolas do 1.º ciclo, que este ano se estrearam nos rankings nacionais, é o Colégio D. Diogo de Sousa com 4,09 pontos a alcançar o topo do pódio. Apesar de a média descer nos 2.º e 3.º ciclos, a escola privada de Braga ainda consegue aparecer nos primeiros oito estabelecimentos de ensino do país com melhores classificações nas provas de Português e Matemática do 6.º e 9.º anos.

No ranking 100 do i – que inclui apenas escolas com 100 ou mais exames de alunos internos e externos -, o sector público continua a perder a batalha contra o privado. E a distância tem vindo a crescer. O seu peso é cada vez mais reduzido de ano para ano. No 2.º e 3.º ciclos, por exemplo, são apenas 23 as escolas da rede pública contra as 77 do sector privado que fazem parte da tabela das 100 escolas com as classificações mais elevadas nos exames nacionais.

Se há três anos a rede pública representavam mais de metade (54%) do ranking 100, em 2013, o domínio pertence ao ensino privado. As escolas do Estado foram perdendo terreno, sobretudo entre 2011, quando eram 56, e o ano passado, quando passaram a ser apenas 21. No ensino secundário o peso de privado e público é mais equilibrado. Ainda assim, mais de metade das escolas (55) do ranking 100 pertence ao sector particular ou cooperativo.

No ranking das secundárias, aliás, a escola pública mais bem classificada surge apenas em 26.o lugar. Tal como nos últimos quatro anos, é a Escola Infanta D. Maria, em Coimbra, a liderar os estabelecimentos de ensino públicos com as melhores médias dos exames nacionais, apesar de ter descido quatro lugares na tabela geral face ao ano passado.

No ranking dos 2.o e 3.o ciclos, a melhor posição do ensino público pertence à Escola Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian (20.a posição). O estabelecimento de ensino de Braga desceu dois lugares em relação ao ano passado, mas conseguiu alcançar melhor desempenho no 1.o ciclo ao estrear-se neste ranking com o 8.o lugar.

As piores médias desde 2010 Em 2003, contudo, o desempenho dos alunos tanto do privado como do público é o mais baixo dos últimos três anos. No secundário, por exemplo, a classificação mais elevada ficou-se pelos 13,7 valores obtida pela Academia de Santa Cecília, enquanto no ano passado a melhor média chegou aos 14,1 valores com o Colégio de Nossa Senhora do Rosário, no Porto. A nota mais alta alcançada em 2013 (3,97) no ranking dos 2.o e 3.o ciclos ficou também distante dos 4,16 do ano passado.

Médias mais baixas do que em 2012 não significam necessariamente descidas nas tabelas das 100 escolas do país mais bem pontuadas nos exames nacionais. É por exemplo o caso do Colégio de Nossa Senhora do Rosário, que o ano passado obteve uma média de 3,97 nas provas do 6.o e 9.o ano e ficou em 12.o lugar no ranking dos 2.o e 3.o ciclos. A mesma classificação que o colégio do Porto conseguiu este ano foi o suficiente para subir, agora até ao primeiro lugar da tabela.

O Colégio Luso-Francês, no Porto, é outro caso – subiu do 8.o para o 4.o lugar, apesar de a média ter escorregado de 4,02 em 2012 para 3,086 este ano. Ou ainda o exemplo do Externato Nossa Senhora da Paz, na Amadora, que apesar de cair de 4,05 para 3,8 conseguiu segurar o 4.o lugar na tabela dos 2.o e 3.o ciclos.

A mesma média obtida este ano e também em 2012 resultou até em alguns casos em subidas significativas, como aconteceu com o Colégio Saint Peter”s School II em Palmela: a média de 3,76 que corresponde agora ao 9.o lugar do 2.o e 3.o ciclos é exactamente a mesma que o colocou na 34.a posição no ranking do i do ano passado.

No ensino público há igualmente vários casos que apesar de manterem as médias, subiram no ranking. A Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro, obteve 10 valores e está este ano entre as 16 públicas com os melhores desempenhos nas provas nacionais. No entanto, a mesma nota alcançada em 2012 colocou a secundária na 25.a posição.

A Básica da Batalha, que agora está na 13.a posição na tabela das secundárias públicas conseguiu com a mesma classificação (10,1 valores) subir seis degraus. E diferenças de algumas décimas traduziram-se também nalguns casos em grandes escaladas no ranking. Mais uma décima conseguida este ano pela Secundária José Estêvão, em Aveiro (10,1 valores), bastou para subir seis degraus e se posicionar este ano como 19.a escola secundária pública mais bem classificada.

Consulte aqui o Ranking 2013 das escolas nacionais