Gás natural. Galp Energia numa das maiores descobertas do mundo


 


 

“A Galp está numa posição invejável numa das maiores e mais lucrativas descobertas recentes em todo o mundo: o Lula/Cernambi/Iara, no Brasil, e a jazida de Rovuma, em Moçambique.” As palavras são do analista da Goldman Sachs, Henry Morris, e mostram a importância e a dimensão do projecto em que está envolvida a petrolífera portuguesa.
 
A primeira descoberta foi feita em Outubro do ano passado e, de então para cá, as boas notícias têm vindo a suceder-se. Ainda este mês a Galp Energia, parceira do consórcio para a exploração da Área 4 na bacia de Rovuma, no offshore de Moçambique, anunciou a descoberta de um poço de gás natural de grande dimensão em Mamba Norte 1.
O grupo petrolífero italiano ENI, que também integra o consórcio, foi o primeiro a comunicar o achado.
 
O novo poço, com um potencial de 212,5 mil milhões de metros cúbicos de gás, está localizado na exploração do bloco Mamba e, associado à descoberta do Mamba Sul, em Outubro de 2011, permite aumentar o potencial de gás do complexo para 850 mil milhões de metros cúbicos.
O poço Mamba Norte 1 localiza-se a uma profundidade de 1690 metros e atingiu uma profundidade total de 5330 metros. Este poço situa-se cerca de 23 quilómetros a norte de Mamba Sul e a 45 quilómetros da costa de Cabo Delgado.
 
De acordo com informações prestadas pelos responsáveis do consórcio, durante este ano o grupo pretende perfurar cinco poços adicionais em estruturas próximas daquelas em que agora foram descobertas as jazidas de gás natural.
A Galp Energia detém uma participação de 10% no consórcio que explora a Área 4, cabendo 70% à ENI, 10% à KOGAS e 10% à ENH. 
A petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira prevê investir uma média de 1,2 mil milhões por ano até 2016. Em 2012 serão investidos mil milhões de euros. O dinheiro será aplicado sobretudo «na exploração e produção nas áreas-chave do eixo do Atlântico Sul, Brasil e Angola e da África Oriental, nomeadamente Moçambique».
Este ano, a empresa prevê manter a actividade de perfuração, com mais de 20 poços de exploração e avaliação.
 
Mas há mais A Galp Energia vai liderar um projecto para a produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de óleo de Jatropha, cultivado em Moçambique.
O projecto, que está avaliado em cerca de 2 milhões de euros – quase nada se tivermos em conta o volume de investimentos da empresa –, é co-financiado em 50% pelo Fundo de Apoio à Inovação/Adene.
Além da Galp e da Adene, fazem parte do consórcio a Universidade de Évora, a Vicort, Domingos Reynolds de Sousa, o Instituto Superior de Agronomia e o Instituto Politécnico de Portalegre.
Um dos objectivos do projecto é produzir conhecimento na comunidade científica portuguesa e moçambicana e criar oportunidades de emprego qualificado em Portugal. Serão investigadas áreas que vão desde o aperfeiçoamento das plantas, passando pela colheita, à extracção de óleo e reaproveitamento de subprodutos.
As plantações de Jatropha da Galp em Moçambique estão em franca expansão, prevendo-se que até 2016 superem uma área plantada de 23 mil hectares, correspondentes a uma produção de óleo de 30 mil toneladas.
A exploração agrícola é feita em parceria com as comunidades locais, que cultivam também milho e girassol.