Orelha Negra antecipam novo álbum na íntegra no CCB


O grupo português Orelha Negra apresenta na íntegra no sábado em Lisboa as canções do segundo álbum, a editar apenas em abril, e que revelam uma nova pesquisa pela memória e pela música negra. O grupo, que pratica canções maioritariamente sem vocalista, um instrumental que cruza marcas sonoras do hip hop, da eletrónica, do soul…


O grupo português Orelha Negra apresenta na íntegra no sábado em Lisboa as canções do segundo álbum, a editar apenas em abril, e que revelam uma nova pesquisa pela memória e pela música negra.

O grupo, que pratica canções maioritariamente sem vocalista, um instrumental que cruza marcas sonoras do hip hop, da eletrónica, do soul e do funk, repete no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, uma forma de divulgação que já tinha experimentado antes.

Em 2008 deram-se a conhecer no pequeno espaço do Musicbox, em Lisboa, antes do disco de estreia sair. Agora fazem-no no grande auditório do CCB, em Lisboa, expondo o público a música nunca antes tocada ao vivo.

Quatro anos depois da estreia, a ansiedade entre os músicos é diferente e há um novo entendimento entre todos e que se notará também no disco, explicou o baterista, Fred Ferreira, à agência Lusa.

Dos Orelha Negra fazem parte o "rapper" Sam the Kid, o baterista Fred Ferreira, o DJ Cruzfader, o baixista Francisco Rebelo e o teclista João Gomes, ambos dos Cool Hipnoise.

Para o novo álbum voltaram a pesquisar a música feita há algumas décadas, como o repertório de Prince dos anos 1980, a música "soul" brasileira dos anos 1970 e também a música portuguesa.

"Divertimo-nos muito a fazer este disco. Foi um processo longo e noturno. Este disco é noturno e um bocado romântico, se é que se pode explicar assim", descreveu Fred Ferreira.

As 12 ou 13 canções que serão escutadas no sábado no CCB são as que integram o alinhamento do novo álbum, homónimo, embora os Orelha Negra voltem ainda a estúdio para limar arestas.

"O essencial vai lá estar no CCB", disse Fred Ferreira.

Em 2010, o álbum de estreia dos Orelha Negra abria com o tema "Memória", que traçava o bilhete de identidade musical do grupo, com uma colagem de frases dispersas ditas no passado por José Carlos Ary dos Santos, Henrique Mendes, Fernando Tordo ou António Vitorino d´Almeida.

Nesse tema ouve-se alguém dizer: "Não há nada mais novo do que a memória" ou "É bom que exista a fusão, mesmo em termos musicais; o caminho é mesmo esse, não perdendo a própria identidade".